Carlos Augusto Daniel Neto

content_32f4bee24a994024eec68cd5ace44ea7Carlos Augusto Daniel Neto tem 27 anos e estudou a vida inteira no IDB, desde o Jardim I até a 3ª Série do Ensino Médio, concluindo todo seu ensino escolar em 2005. No ano seguinte, em 2006, iniciou a Graduação em Direito na Universidade Federal do Piauí, UFPI, onde desenvolveu o interesse na área do Direito Tributário. O antigo aluno graduou-se em 2011 e logo após seguiu para São Paulo, para o Centro de Estudos Tributários, cursar a Especialização em Direito Tributário no Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, IBET-SP.  Neste período, Daniel ingressou no Curso de Mestrado em Direito Tributário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP. O dombarretano concluiu o mestrado em 2014 e logo ingressou no Doutorado em Direito Tributário na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, USP, onde estuda atualmente.

 Dedicação à área tributária e docência

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Daniel palestrando no 1º Congresso de Direito Tributário do Piauí, em Teresina.

 Daniel sempre se dedicou à advocacia e consultoria na área tributária até ser nomeado para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, CARF, sendo o tributarista mais novo a alcançar esse cargo nos mais de 90 anos de existência do órgão.  “Nesse tribunal, o principal de questões tributárias no Brasil, ocupo o cargo de Conselheiro e Vice-Presidente de turma de julgamento. Além disso, tenho me dedicado intensivamente à docência no ensino superior, especialmente em aulas e palestras nos cursos de especialização na área tributária”, disse o advogado.

 Projetos

 Daniel explica quais seus projetos para agora. “Os projetos atuais são ramificados, mas o principal foco segue no desenvolvimento de um trabalho comprometido e eficiente perante o CARF, especialmente em um momento de tantas crises institucionais. Outrossim o término do Doutorado também será essencial para uma ampliação da atividade de docência e pesquisa na área tributária”, comentou.

 Ligação com o IDB

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Daniel em palestra na Faculdade de Direito da Uso, no curso de Especialização em Direito Tributário.

 Por ter estudado a vida inteira no IDB, Daniel afirma que são poucos os aspectos da sua personalidade que não foram influenciados pela escola e sua filosofia. “Cada pedaço do dia a dia do aluno, de uma frase em largas letras na parede a um discreto texto de rodapé de uma circular, reflete o pensamento dombarretano, que prega valores cada vez mais preciosos contemporaneamente”.

 O advogado menciona que a disciplina ensinada desde cedo aos alunos é o que mais admira no IDB. “Lembro-me que era comum escutar comentários (diga-se de passagem, equivocados) de que o IDB exigia que os alunos fossem “gênios”, quando, em verdade, a filosofia da escola propugnava o contrário: o talento inato suplantado pelo esforço e dedicação pessoal de cada aluno em se superar a cada dia. Além disso, admiro muito a forma como o IDB, em tempo de escolas que emulam cursinhos pré-vestibulares para formar vestibulandos, mantém a sua postura de formar cidadãos com uma formação científica e moral muito além dos currículos obrigatórios”, explicou.

 Conquistas e desafios

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No lançamento do Livro”IPTU e Progressividade”, de autoria da Professora Elizabeth Carrazza, em que Daniel é atualizador e reformulador.

 Ao sair de Teresina para São Paulo, com planos traçados para pelo menos uma década, Daniel optou por considerar cada conquista não como um pódio, mas como um degrau necessário para o êxito seguinte. “Guardo um especial carinho, todavia, pelo recente convite para retornar ao Piauí para palestrar em um Congresso de Direito Tributário, não apenas por ser um sonho pessoal ver um evento dessa qualidade realizado na minha terra, mas também pela satisfação de palestrar ao lado daqueles com que aprendi o ofício. Além disso, também guardo um especial carinho pela minha nomeação para o CARF, pelo reconhecimento que representa a nível nacional e pela oportunidade que representa de ativamente contribuir para a correção da atividade tributária da União”.

Hoje, o antigo aluno garante que seu maior desafio é retribuir à sociedade um pouco do que recebeu dela, “seja diretamente, através da atividade profissional e de docência, seja indiretamente, incentivando e auxiliando àqueles que posso, no que estiver ao meu alcance. Mais que um desafio, eu diria que é uma profissão de fé no sistema de valores que aprendi no IDB, de solidariedade e atenção com o outro”, finalizou.

Paz e Bem!