Riscos à saúde: Os perigos da má alimentação

banner 3A globalização e a enorme velocidade da informação padronizam modos de vida, com mudanças de hábitos semelhantes em todo o mundo, criando um padrão alimentar inadequado. Pular refeições, comer alimentos ricos em gorduras, consumir alimentos industrializados em excesso e outras atitudes deste tipo diminuem a disponibilidade de nutrientes, que são necessários ao bom funcionamento do organismo, resultando no processo de doenças, ocasionando sérios riscos à saúde das crianças e dos adolescentes.

O Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, passa por um período de transição epidemiológica que se caracteriza por uma mudança no perfil dos problemas relacionados à saúde pública, com predomínio das doenças crônicas não-transmissíveis. Essa transição vem acompanhada de modificações demográficas e nutricionais, com os índices de desnutrição sofrendo reduções cada vez menores e a obesidade atingindo proporções epidêmicas.

DE OLHO NA OBESIDADE INFANTIL

A obesidade é uma doença crônica, complexa, causada por vários fatores. Seu desenvolvimento ocorre, na grande maioria dos casos, pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Para diagnosticar a obesidade infantil é necessário que um profissional de saúde, seja este nutricionista ou médico, avalie uma série de fatores, tais como: peso, idade, composição corporal, consumo alimentar, padrão genético da família e outros.

A obesidade na infância e na adolescência está se tornando um problema cada vez mais frequente no mundo, já sendo considerado um problema de saúde pública, tanto em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e Inglaterra, quanto em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Sabe-se que a chance de uma criança obesa ser um adulto obeso é de 50% e no caso de adolescentes esse percentual sobe para 70%. Esses dados mostram o quanto é importante a prevenção dessa doença, mas, para podermos saber como proteger nossas crianças e adolescentes, temos que entender melhor os fatores que a influenciam.

Em 2015, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, SDH/PR, divulgou os indicadores sobre alimentação adequada de crianças e adolescentes com viés no peso da população infantojuvenil, que evidenciaram os avanços do Brasil na superação do baixo peso infantil como um problema de saúde pública, no entanto alertaram para o alto percentual de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade.

Foi constatado que 7,3% das crianças com menos de cinco anos de idade estão com excesso de peso. Os dados mostram também que o estado nutricional na primeira infância repercute na vida adulta. Nesse contexto, a prevalência de excesso de peso em adultos tem crescido nos últimos anos em todas as regiões brasileiras. Em 2012, metade da população adulta estava com excesso de peso, sendo 17,2% com obesidade.

OUTROS AGRAVANTES DA ALIMENTAÇAO INADEQUADA

Além do problema da obesidade, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) asseguram que, atualmente, muitas crianças e adolescentes têm apresentado altas taxas de colesterol, pressão alta, diabetes e doenças do coração, doenças que até então eram caracterizadas como de adultos. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)  afirma que estudos científicos comprovam a existência de osteoporose em crianças e adolescentes, causada pelo consumo excessivo de refrigerantes.

Os dados e as informações são realmente preocupantes. O estado nutricional de crianças e adolescentes é de grande importância para seu crescimento e desenvolvimento, tanto físico como intelectual união da família, escola e do serviço de saúde em busca das mudanças desses hábitos, certamente trará melhores resultados.

Ter saúde é ter condições de realizar um trabalho de forma adequada, de conviver e socializar e, em caso de doença, ter condições de recuperar seu estado saudável. Com isso, para termos saúde, precisamos de um ambiente agradável, de uma alimentação adequada e de um equilíbrio emocional e físico.

Paz e Bem!

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