Guia de alimentação saudável para os filhos

banner 4Há muito tempo já se falava: “Filhinho de peixe, peixinho é!” Na verdade, essa afirmação tem todo sentido quando o assunto é alimentação. A família é fator determinante nos futuros hábitos alimentares de uma criança. A forma como o cardápio é escolhido, até o modo como se fazem as refeições interferem nos hábitos alimentares de uma pessoa. Hoje, na série de matérias da campanha “IDB Alimentação Saudável”, faremos um Guia para os pais, a fim de auxiliá-los na promoção de uma alimentação saudável.

Os pais exercem o importante papel de modelo para seus filhos, auxiliando-os nas práticas alimentares e estabelecendo os alimentos, o local e o momento adequado para seu consumo, mas permitindo que a criança utilize os seus próprios recursos e respeitando sempre a sua saciedade. Para isso, é importante criar opções atrativas e nutritivas para que as crianças componham adequada e equilibradamente sua dieta.

Prontos e estimulados a novas experiências

De acordo com a nutricionista Nádly Vasconcelos, as crianças são mais abertas a experimentar o que é novo do que os adultos e é nessa fase que os pais devem oferecer diferentes alimentos, e ser o exemplo de alimentação saudável para os filhos.

“Nessa fase da vida os pais são exemplos para os filhos em todos os sentidos. Os pais devem procurar ter uma alimentação saudável, rica em alimentos naturais (frutas e verduras), evitando alimentos industrializados, como também evitar a exposição dos filhos a propagandas que vinculem fast-food ou alimentos industrializados. Os pais devem procurar ter horários para se alimentar, de preferência que tenham o hábito de se sentar à mesa e incentivar o quanto mais cedo os filhos a comerem verduras e legumes. Pois, quanto mais cedo este hábito for estimulado, maior a probabilidade de se manter no futuro”, disse.

A nutricionista alerta ainda para os perigos de usar a comida como recompensa ou punição. “Outro fato importante que os pais devem se atentar, é de nunca usar alimento como forma de gratificação ou punição. Por exemplo, tirou nota baixa, vai ficar sem comer algo que gosta muito…Ou passou de ano na escola, vai comer aquela sobremesa de que tanto gosta, coisas assim devem ser evitadas”, explica.

Para estimular uma alimentação saudável, os pais devem permitir que as crianças sintam-se livres para tocar na comida e sentir sua textura. Como também, nunca deixar de dar determinado alimento só porque a criança não aceitou da primeira vez. O ideal é que ofereça esse alimento pelo menos de 8 a 10 vezes, optando por apresentá-lo de forma diferente. Uma alimentação saudável para as crianças só trará benefícios, tanto em relação ao peso (diminuindo o risco de obesidade) como para o crescimento e o desenvolvimento.

Separamos algumas dicas que podem auxiliar os pais na promoção de uma  alimentação saudável para os filhos:

  • Horário para refeições: criar o hábito do café da manhã, do almoço e do jantar em família certamente irá melhorar o relacionamento familiar, além de propiciar um modelo de comportamento para os filhos. Ninguém vai obrigar o filho a tomar suco de laranja e ao mesmo tempo servir-se de um refrigerante.
  • Contexto familiar, atitudes e estratégias dos pais: A família fornece amplo campo de aprendizagem, no qual a alimentação se torna um dos principais focos de interação entre pais e filhos. Os pais e familiares devem cuidar para não criar um ambiente propício à alimentação excessiva ou um estilo de vida sedentário. Pais que comem demais, muito rápido ou ignoram os sinais de saciedade oferecem um pobre exemplo aos seus filhos.
  • Coação e Punição: estudos sugerem que os alimentos com baixa palatabilidade (como os vegetais) são oferecidos normalmente envolvendo coação e punição para a criança comer. Já os alimentos ricos em açúcar, gordura e sal são oferecidos em um contexto positivo (como recompensa ou em festas), aumentando a preferência por estes. À medida em que as crianças são pressionadas a comer um determinado alimento que os pais acreditam ser bom para elas, diminui a sua preferência por aquele alimento rico em açúcar e gorduras.
  • Sensação da fome e saciedade: Meio prato ou um prato? A criança precisa desenvolver os sentidos de fome e saciedade. Por exemplo, quando a criança fala que não quer mais comer porque está satisfeita, e os pais dizem “termine o que está no prato”, fica claro para a criança que a sua sensação de saciedade não é relevante para a quantidade de comida que ela precisa consumir.
  • Exposições repetidas aos alimentos de forma divertida e educativa: não desanime com uma primeira reação negativa ao alimento. Ofereça o mesmo alimento em outra apresentação. Por exemplo: espinafre refogado ou omelete de espinafre ou torta de espinafre ou quiche de espinafre com ricota. Use sua criatividade.
  • Mídia, propaganda e amizades: a tendência das preferências alimentares das crianças conduz ao consumo de alimentos com quantidade elevada de carboidrato, açúcar, gordura e sal, seguido de baixo consumo de vegetais e frutas. Essa tendência é originada na socialização alimentar da criança e, em grande parte, depende dos padrões da cultura alimentar do grupo social ao qual ela pertence.
  • Autoridade, regras e limites: nunca substitua uma refeição por mamadeiras ou alimentos fora do contexto, como bolos, biscoitos e chocolates. Esses alimentos, além de não fornecerem todos os nutrientes desejados, irão saciar a fome da criança e prejudicar seu apetite para a próxima refeição.

 

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