Pedro Felipe

pedrofelipe-1Pedro Felipe de Oliveira Santos nasceu em Teresina, em 1987 e cursou toda a educação básica no Instituto Dom Barreto. Foi no IDB onde, segundo ele, aprendeu as maiores lições de vida. “Nem sonhava em cursar Direito fora do Piauí, até que um dia o prof Marcílio me perguntou por que eu não ia fazer vestibular em outras universidades. Aquela dica, aparentemente simples, tirou meu sono e mudou minha vida, assim como princípios de ética, respeito e justiça que norteiam até hoje, minhas decisões como juiz”, revela Pedro emocionado.

IDB, UNB, Harvard. Continuar estudando é preciso!

Em 2009, Pedro formou em Direito na Universidade de Brasília, depois fez pós-graduação em Direito Constitucional pela União Educacional do Planalto Central e em Direito internacional Público pela Academia de Direito internacional da Haia, na Holanda. Na sequência, realizou ainda estudos em Análise Econômica do Direito na Universidade de Harvard, nos EUA.

Com 22 anos, ele passou a ver o mundo de outra forma.

Em 2010, com apenas 22 anos, Pedro Felipe foi aprovado em primeiro lugar nos concursos públicos para Defensor Público do Piauí e para Defensor Público da União onde ficou de 2010 a 2013.Mas, Pedro Felipe queria ser juiz.

Em 2013, com apenas 25 anos, foi nomeado o mais novo Juiz Federal do país, após aprovação em primeiro lugar no concurso público do Tribunal Regional Federal da 1ª região, do qual participaram mais de 8.000 candidatos. Pedro Felipe obteve o recorde histórico de nota final de todos os 14 concursos para a magistratura já realizados por aquela instituição, desde 1991.

Desafios

Hoje, com 27 anos, Pedro enfrenta com coragem e qualificação o preconceito com a idade. “Uma senhora de mais de 60 anos me chamou de pirralho num julgamento, encerrado o processo ela me pediu desculpas reconhecendo que não esperava um desfecho tão justo”. E conta ainda, “com 25 anos, assim que assumi, tive que julgar um jovem traficante que tinha a minha idade na época. Foi difícil, porque também fiquei pensando nas boas oportunidades e educação que tive, que certamente aquele jovem não teve. De novo me lembrei dos bons tempos do Dom Barreto que me ensinou também  a ver com compaixão o outro”,  finaliza.

Paz e Bem!