Alunos do curso de Medicina, da Uninovafapi, trazem ao IDB o Projeto “Exclusivamente Incluir”

Os alunos do curso de Medicina, do Centro Universitário Uninovafapi, trouxeram ao Instituto Dom Barreto o Projeto “Exclusivamente Incluir”, que trabalha a sensibilização da comunidade para incluir crianças com autismo. Com uma encenação referente ao desenho animado da “Turma da Mônica”, no Convívio Cultural, os acadêmicos prenderam a atenção dos dombarretanos do 2º e 5º Anos do Ensino Fundamental.

Além disso, o Projeto tem, também, o intuito de converter o olhar das crianças, tornando-as mais afetuosas, consciente e inclusivo em relação aos autistas. A médica Cintia Mendes, professora da Uninovafapi e uma das coordenadoras do Projeto, explicou como surgiu a ideia de criar um trabalho voltado para o cuidado e para o repasse de informações acerca do autismo.

“Dentro da disciplina que ministro no curso, chamada ‘Habilidades Médicas’, discutimos a dificuldade de alguns diagnósticos e como é difícil, as vezes, as famílias e os amigos compreenderem. E, assim, o tema ‘Crianças com Deficiência’ surgiu. Estudamos alguns pontos dentro desse tema e elencamos determinadas necessidades especiais das crianças. Como sou mãe de aluna da Escola, conversei com a professora, discutimos quais os tipos de deficiências eram mais frequentes. Com o resultado deste levantamento, nós, do projeto, produzimos atividades que pudessem embasar e discutir o tema de uma forma que os alunos possam compreender as diferenças entre seus colegas de sala de aula”, disse a médica.

Este foi o primeiro evento do Projeto, e os membros já garantiram que foi um sucesso. Para a antiga aluna do IDB e atual estudante de medicina, Marina Portela, o momento foi uma experiência única. “Foi muito gratificante retorna à nossa casa trazendo um projeto tão interessante como esse. Primeiro porque, como alunos, sabemos o quão delicado é o dia a dia de uma criança autista em sala de aula, com os amigos e com os professores. É uma fase muito delicada de crescimento, que envolve muitos fatores emocionais, físicos e psicológicos. Por isso, tratar de crianças com autismo para os próprios coleguinhas da escola, é muito interessante.”

A aluna comentou ainda que as crianças mostraram-se interessadas em saber e compreender o assunto e aprender a lidar com colegas especiais. “Serviu de exemplo para que eles possam incluir os amigos na suas brincadeiras. Estamos muito gratos e felizes pela experiência”, finalizou Marina.