Alunos da 3ª Série do Ensino Médio e do Pré-Vestibular participam de aula extra de linguagens no Convívio Cultural

A aprovação no vestibular é um sonho de muitos estudantes em todo o Brasil. E, para alcançar esse objetivo, é necessário muito esforço, dedicação, algumas abstenções e força de vontade, especialmente nos meses que antecedem a realização do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, porta de entrada para as Universidades públicas do país.  Em um ano de dedicação dobrada, os alunos do Instituto Dom Barreto se dedicaram a mais um dia especial de estudos, que aconteceu nesse sábado, 16/2, com uma aula extra de linguagens.

Marcos Manoel, coordenador de estudo do Instituto Dom Barreto, conta sobre as temáticas abordadas durante todo o dia. “Esta é uma aula extra que nós estamos realizando, voltado para a competência 4, que é a parte de música e de linguagens. Para trabalhar esses temas, o Instituto Dom Barreto trouxe o professor João Filho, que veio de Fortaleza, e o professor Ramon, que é aqui de Teresina. O Professor João Filho também trabalha nesse processo de elaboração do ENEM e, aproveitando a oportunidade, também vai falar um pouco sobre isso.” , ressaltou o coordenador Marcos Manoel.

O momento aconteceu no Convívio Cultural e reuniu pela manhã os alunos do Pré-Vestibular que acompanharam atentos a aula do Professor João Filho, professor de língua portuguesa do colégio Ari de Sá e do sistema Ari de Sá.  João é graduado em letras pela UFC – Universidade Federal do Ceará e pós-graduado em ensino de Literatura Brasileira pela UECE – Universidade Estadual do Ceará.

O professor explica que o estudo das diferentes linguagens é uma das preocupações das escolas do Brasil, visto que o ENEM propôs um “desafio” para as instituições de ensino. “A gente sabe que existe hoje uma demanda muito grande nas escolas com relação ao trabalho de gêneros mais diversificados. Para os professores de Língua Portuguesa foi lançado um desafio: ‘Como contemplar na aula de Língua Portuguesa a diversidade de gêneros com os quais a gente convive no dia a dia?’ Então a gente teve que correr atrás porque, há pouco tempo atrás, a escola se limitava a ensinar para o aluno a norma culta da língua ou a norma literária. A norma culta na aula de gramática ou redação e a norma literária na aula de literatura. Ai veio o Enem propondo o desafio das linguagens. Então a gente se ver diante de um desafio: eu tenho que ir muito além da norma culta, muito além da norma literária. Então eu tenho que trazer o texto da internet, eu tenho que trazer o texto da propaganda, do cartaz. Eu tenho que trazer o texto injuntivo, da bula de remédio, da receita culinária. Eu tenho que ampliar o leque da abordagem da leitura e da compreensão textual”, pontua o professor.

Dentro desta gama diversa de linguagens, João Filho trouxe como tema principal para a aula no IDB “A música no ENEM”, dada a necessidade de trabalhar essa vertente no processo de preparação dos alunos para o Exame. “Nesse sentido, de ir além da norma culta e da norma literária, tem uma grande demanda que sempre houve que é a da parte da música. Pela própria, eu diria, não intimidade do professor com esse tipo de gênero, porque o professor falava da música, de forma muito pontual. ‘Ah eu vou trazer uma música que eu gosto porque ela cabe nesse assunto que eu estou discutindo. ’ Então ele usava muito mais a música, não pela forma dela, mas pelo referente, pelo assunto. De repente, o ENEM pede que a gente identifique a música na sua estrutura melódica, na sua estrutura harmônica, linguística, identitária, cultural, e isso foi um desafio. Então essa demanda não é uma demanda só do Instituto Dom Barreto, mas é uma demanda da Escola em que eu trabalho e eu acredito que das escolas pelo Brasil a fora também, daí esse ser um tema oportuno para uma conversa com os meninos.”, pontua.

Para o professor, falar da música nesse processo linguístico proposto pelo Enem e estudar sobre ele, não é um aprendizado voltado apenas para uma prova de vestibular, mas uma oportunidade dos alunos adquirirem conhecimento cultural e histórico que ficará para toda a vida. “A nossa musica é a nossa identidade cultural. A primeira abordagem que eu fiz questão de fazer, é da música como elemento identitário, nas canções indígenas está um pouco daquilo que nós somos, a percussão africana, na saudade do fado, um sentimento tão lusitano que a gente herdou. A música como formação identitária é então uma oportunidade do aluno conhecer a sociedade na qual ele está inserido e, por extensão, conhecer a si próprio. Esse autoconhecimento e esse conhecimento de si no grupo vão para muito além do Enem, de uma prova, de um vestibular. Eu acho que é o que fica, é o que eu espero que fique. Não é apenas um trabalho de música voltado para uma prova, mas um trabalho de música para que conheçamos a nós mesmos e a sociedade em que vivemos.”

Paz e Bem! 

 

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