Campanha IDB de Sustentabilidade – Dia 04

20150429050733Quando surgiram, no fim da década de 1950, as sacolas de plástico eram motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa. Em meio século, passaram de símbolo da modernidade a vilãs do meio ambiente. O motivo: o plástico polui, e muito! As sacolas são incapazes de se decompor em curto prazo. Trata-se, portanto, de uma decisão lógica: aboli-las dos supermercados. Parece evidente, mas não é tão simples. Existem divergências ambientais, culturais e políticas sobre como eliminar esse problema.

As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Com isso, são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado, libera toxinas perigosas para a saúde. Não há dúvida: é muito lixo!

No mundo são distribuídas entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas por ano. No Brasil, o número gira em torno de 12 bilhões anuais. Cada brasileiro consome cerca de 800 sacolas plásticas ao ano. Além de tudo isso, para produzir uma tonelada de plástico são necessários 1.140 kw/hora, energia necessária para manter aproximadamente 7.600 residências iluminadas com lâmpadas econômicas por uma hora, sem contar a água utilizada no processo e os dejetos resultantes.

Algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma delas, muito popular na Europa e nos Estados Unidos é o uso de sacolas de pano ou sacos e caixas de papel. Em Nova York, as que levam a inscrição “Eu não sou uma sacola de plástico” viraram febre. Em São Francisco, as sacolas de plástico foram banidas. Somente as feitas de produtos derivados do milho ou de papel reciclado podem ser usadas. Outra solução é a cobrança de uma taxa por sacola, como acontece na Irlanda desde 2002. O dinheiro é revertido em projetos ambientais. No Brasil, já é possível encontrar alguns locais que vendem sacolas de pano ou sacos, mas a principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis. Elas vêm com um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O prazo de degradação é até 100 vezes menor – ou seja, uma sacola leva apenas três anos para desaparecer.

Vamos começar a ter mais consciência e evitar o uso destas sacolas. Uma sacolinha de plástico pode parecer inofensiva, mas o impacto ambiental coletivo desses bilhões de sacolinhas é enorme!

Paz e Bem!