Bruno Aragão

309540_159897530770743_993529739_n (1)Bruno Aragão Rocha tem 29 anos, nasceu em Teresina, é formado em Medicina pela USP (Universidade de São Paulo) e, atualmente, tem desenvolvido uma tecnologia de Impressão 3D. A trajetória do nosso antigo aluno, no IDB, iniciou em 1999, na então chamada 7ª série do Ensino Fundamental (atual 8º ano), permanecendo aqui por cinco anos, até a 3ª série do Ensino Médio, quando prestou vestibular.

Segundo o jovem, pensar na mudança de escola não era fácil, pois havia o receio da adaptação, novas amizades e a preocupação em acompanhar o ensino de alto rendimento. “Uma série de desafios estava a minha frente no auge dos meus 13 anos, e não pôde ter sido melhor. Nem no meu melhor sonho eu imaginaria que minha adaptação seria tão rápida e boa. Em seis meses parecia que eu pertencia ao ambiente desde que nasci. Grandes amigos, muitas risadas, entrei para o time de futebol do Interclasses – o lendário Serrano Futebol Clube e, no ano seguinte, nos reuníamos para tocar Pink Floyd – saudosa Yuri´s House of Enterteinment. Tinha a Gincana todo ano, onde quebramos paradigmas e fizemos o primeiro jornal com capa colorida da história da prova do Jornal, a parte acadêmica andando nos trilhos, enfim, foram anos dourados”, relembra Bruno.

Medicina na UFPI ou Medicina na USP? A grande dúvida!

11265265_839610399466116_6131758909322329947_n
Bruno ao lado de sua inovação: as impressões em 3D

No fim de 2003, veio a época do vestibular. Mais uma mudança na vida do nosso Brilhante. Ele havia passado no vestibular de Medicina da UFPI e também havia sido aprovado no curso de Medicina da USP, em São Paulo. Eis que surgiu a dúvida. “Lembro-me que na semana que tinha que tomar a decisão, mudava de opinião a cada 15 minutos. Fechei o olho, peguei minhas malas e pisei, pela primeira vez, em São Paulo (capital) com 18 anos para o primeiro dia de aula. Primeira vez, pois eu havia feito as provas em Campinas, na casa de uma amiga da minha mãe. O sentimento de ansiedade da 7ª série estava de volta. E não é que deu tudo certo de novo? Em pouco tempo, me adaptei muito bem e passei anos maravilhosos na Faculdade de Medicina da USP”, comenta.

Bruno formou-se no fim de 2009. Fez especialização em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, também na USP, e, em seguida, começou a trabalhar no Hospital Sírio-Libanês. Foi durante a residência médica, que Bruno iniciou o contato com tecnologias gráficas (3D). “Comecei a adaptá-las a minha realidade para melhorar processos na área da saúde. Foi então que decidi ousar e empreender, fundando com outros colegas a empresa 3Dux Soluções Médicas em Impressão 3D”.

A novidade na Medicina: impressões em 3D

De acordo com Bruno, a inovação tecnológica que tem desenvolvido ao longo dos últimos anos, é o aperfeiçoamento e a adaptação de métodos gráficos, usados no desenvolvimento de produtos por empresas de engenharia, que são aplicados a favor da área da saúde. “Essencialmente, partimos de exames radiológicos como Tomografia Computadorizada, para extrair informação anatômica e convertê-la em arquivos tridimensionais do ambiente CAD [software que substitui o rascunho manual por um processo automatizado]. A partir daí, podemos usar a tecnologia de Impressão 3D para replicar órgãos humanos para planejamento cirúrgico e ensino em escala real, além de poder desenhar instrumentais e próteses sob medida baseados na anatomia única de cada paciente”, explica

1376997_725537010873456_3778442989381145185_n
Planejamento cirúrgico de correção de escoliose congênita. Impressões em 3D feitas pela empresa do médico.

A inovação desenvolvida trouxe o reencontro com velhos amigos

Bruno Aragão comenta que no último ano teve a felicidade de se reaproximar a velhos colegas de Teresina: o médico urologista, Aurus Dourado, e o professor do IDB da disciplina de Games e Engenheiro da Computação, Alexandre Tolstenko. “O Aurus é hoje um brilhante urologista que atua em Teresina e que me deu aula de Biologia na sétima e oitava séries do IDB, e o Alexandre é amigo de turma do IDB e atualmente um monstrinho da Engenharia da Computação. Começamos em conjunto a trabalhar em métodos tridimensionais para planejamento cirúrgico de retirada de tumores de rim, desenvolvendo um sistema muito interessante que facilita demais a vida do cirurgião, e, consequentemente, do paciente na hora de tomar decisões no intraoperatório.

Para finalizar, nosso antigo aluno fala sobre a sensação de estar desenvolvendo este novo projeto. “Sinto-me muito feliz, não só com os resultados que temos alcançado, mas, principalmente, com as perspectivas que se abrem. Acho que voltei à 7ª série novamente”, pontua.

Paz e Bem!