Eder Fabrício

DSC_56755Eder Fabrício de Santos Souza tem 37 anos, nasceu em Belém do Pará e veio para Teresina aos dez anos de idade. Morou na capital dos dez aos dezesseis anos, quando foi para São Paulo cursar Engenharia Eletrônica no Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ITA. No Instituto Dom Barreto, estudou por três anos (1992, 1993 e 1994) onde concluiu o Ensino Médio.

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Tempos de IDB

Aqui, o engenheiro estudou em uma turma que, como ele mesmo diz, “tinha a peculiaridade de ser muito pequena”. Começou com nove alunos e chegou a ter onze. Muitas das melhores lembranças que Eder tem na vida são da escola. “Eu sou apaixonado pelo Dom Barreto. Minha turma era pequena, então é muito fácil manter contato com todos até hoje. Até visitamos os professores e existe um, em especial, que era de Matemática, onde, até hoje é amigo meu e nos falamos demais. Hoje, ele dá aula em uma Universidade dos Estados Unidos. Esse ambiente de amizade e o aspecto de disciplina foi o IDB que projetou na minha personalidade e que mais impactou em mim”.

Terminando o IDB, Eder foi estudar Engenharia Eletrônica no ITA, mas depois de formado, o jovem não chegou a trabalhar efetivamente na área de Engenharia. “Uma das coisas que eu lamento profundamente, no Brasil, é a área de engenharia ser ainda muito pouco desenvolvida. Então, eu acabei indo trabalhar em consultoria de negócios e depois fui para o Banco Central. Depois do Banco eu desviei minha trajetória totalmente para a área de Economia e fiz mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais”.

Doutorado fora do país

Há dois anos, Eder foi para a Universidade da Califórnia fazer doutorado em Economia. “Tenho uma bolsa com a Universidade onde sou o que, no Brasil, se chama ‘monitor’, e nos EUA se chama ‘assistente de ensino’. Cada professor da Universidade dispõe de um doutorando para dar um apoio no ensino daquela matéria. Basicamente, a cada semana há o horário de aulas das disciplinas ofertadas pelo referido professor, que é o professor que oferta e também há a seções de discussão coordenadas por doutorandos em turmas menores, que é uma espécie de ‘tira dúvidas’ para aprofundar as discussões sobre alguns tópicos da matéria”, explica.

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Colação de Grau no ITA

Experiências profissionais inclui trabalho em grandes empresas

Após o ITA, Fabrício trabalhou dois anos como Consultor na empresa Booz Allen Hamilton, a consultoria americana que ficou famosa nos últimos anos por conta do escândalo do Edward Snowden, onde vazaram as espionagens dos americanos. “Na época em que trabalhei na empresa, ela era a segunda principal consultoria de negócios, atuando no Brasil”. Depois, em 2003, Eder iniciou no Banco Central, trabalhando no departamento de sistema de pagamentos.

Em 2010, Eder participou de um livro organizado por uma colega do Banco Central chamado “Desafios do sistema financeiro nacional”. A ideia era olhar que melhorias foram percebidas na organização financeira no Brasil nos últimos tempos. “Ela me convidou para escrever, pois um dos capítulos era sobre sistemas de pagamentos”.

Atualmente, Eder está licenciado do Banco para cursar o doutorado nos Estados Unidos. A sua pesquisa de para elaboração da tese é sobre “Bolhas de Preços”.

Os planos para o futuro

“Eu quero muito contribuir com as coisas. Eu acho que a melhor ferramenta de que disponho para contribuir e deixar no mundo uma sementinha é a bagagem que adquiri em Economia e em lidar com a educação e entender a educação como algo relevante. Então eu gostaria muito de ver o Brasil como um lugar com padrão de educação mais satisfatório e para mim a consequência natural disso é formar uma organização econômica melhor e mais eficiente, sem tantos casos de necessidades não atendidas. Eu quero contribuir com isso, da forma que eu puder contribuir melhor. Eu tenho essa índole de estar sempre em busca e prefiro pensar que o melhor está por vir”, pontua Eder Fabrício.

Paz e Bem!