Alexandre Tolstenko Nogueira

IMG-20160414-WA0022Engenheiro de Computação, formado pela Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, Alexandre Tolstenko Nogueira tem 30 anos e concluiu todo seu ensino escolar no IDB. Ingressou na Escola no 4º Ano do Ensino Fundamental, quando se recuperava de um problema grave de saúde, um tumor em uma costela. Gincaneiro confesso, o engenheiro afirmou que sua participação no maior evento da Escola ajudou a desinibi-lo. “Sempre gostei muito de gincanas e isso me ajudou a me desinibir, chegando a concorrer para garoto IDB e perdendo”, comentou Alexandre, de maneira descontraída.

Destaque nos estudos

Ativo, visionário e participativo, Alexandre trouxe para a Escola, através de um baixo-assinado, a Capoeira, para fazer parte das opções de práticas esportivas aos alunos dombarretanos. O engenheiro afirmou que vivia de recuperação, mas que, na 3ª Série do Ensino Médio, mudou sua rotina de estudos, se dedicando intensamente, e passou em Medicina, na 28ª posição, chegando a cursar apenas por um ano. No ano seguinte, em 2004, fez novamente o vestibular e, dessa vez, ganhou ainda mais destaque passando em 5º lugar geral da Universidade Federal do Piauí.

Em 2006 foi aprovado para a Marinha Mercante e, em 2007, passou para Engenharia de Computação, na Unicamp, onde se formou em 2012.

Carreira promissora e de sucesso

O dombarretano fundou, juntamente com amigos, o GAMUX, Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Jogos da Unicamp. Alexandre trabalhou na Microsoft Innovation Center na área de computação altamente distribuída, produzindo sistemas para controlar clusters de máquinas virtuais, o que veio a fazer parte do AZUR, que é uma plataforma de computação em nuvem de classificação empresarial aberta e flexível. Além disso, também trabalhou na Mobjoy como engenheiro responsável pelo desenvolvimento do Road Warrior, um game que atingiu a marca de 20 milhões de downloads, o equivalente a cerca de 8% dos smartphones do mundo.

Em 2013, voltou para Teresina e começou seu mestrado em Mineração de Dados em Jogos, detectando padrões comuns de ação de jogadores e como engajá-los, oferecendo serviços que lhes agradassem mais. Em 2014 começou suas atividades unindo tecnologias de jogos com saúde, gerando três protótipos que estão em produção hoje: um sistema de tratamento de fobias, outro para doenças visuais, outro para telemedicina.

Ainda em 2014, Alexandre e sua turma ganharam um prêmio estudantil como melhor trabalho na SAE – Sociedade de Engenheiros de Aerodesign, com um trabalho de simulação física de aeromodelos. Hoje, o dombarretano possui uma startup contando com investidores e cinco pessoas trabalhando em conjunto. “Nosso primeiro produto sairá mês que vem”, contou ansioso.

O antigo aluno teve a experiência de retornar ao IDB como professor da disciplina de Games, para os alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental, ano passado.

Lembranças do IDB e Desafios

“Tenho plena lembrança das minhas conversas com o professor Marcílio, que vivia me desafiando e apostando em meu potencial que nem eu mesmo acreditava ter. Posso citar uma pergunta que fiz quando estava em dúvida se deveria abandonar medicina e ele me respondeu: ‘O que você quer? O que você gosta? O que te motiva?’. E eu respondi que gostava de Computação. Então ele me disse: ‘O que você está esperando? Você gosta de perder tempo?’”.

Alexandre lembra também que teve a ajuda e o apoio da Escola com sua hiperatividade e desatenção, principalmente nas áreas de humanas.

O engenheiro considera como uma de suas maiores conquistas “ter aprendido a ser uma pessoa normal mesmo com diversos problemas. Eu que mal sabia me comunicar direito, tive espaço, apoio e a pressão necessária para me catapultar na vida. Ter aprendido a usar meus defeitos a meu favor, minhas fragilidades como minhas fortalezas”, explicou.

Desenvolver sistemas médico-computacionais, que melhorem a humanidade. Este é considerado por Alexandre Tolstenko um de seus maiores desafios. Outro grande desafio que o antigo aluno considera é “aprender como comunicar melhor e aprender a gerenciar pessoas. Posso não ter nascido com dons de comunicação, mas sei que podemos superar qualquer problema quando engajados o bastante”, finalizou o brilhante. Desejamos que Alexandre alcance seus objetivos e sempre se mantenha focado em seus ideais, temos muito orgulho do brilhante que se tornou.

Paz e Bem!