Aurus Dourado

Arurus Dourado

Aurus Dourado Meneses tem 32 anos, é urologista e atualmente está desenvolvendo um novo modelo inédito no Brasil e no mundo para programação cirúrgica de tumores renais complexos. Mas bem antes de se tornar um grande urologista, Aurus dava seus primeiros passos, literalmente, no Instituto Dom Barreto, quando aqui estudou do Maternal, em 1986, a 2ª série do Ensino Médio, em 2000. Mesmo ano em que passou para Medicina na UFPI.

Aurus formou-se em 2006 e durante a graduação foi professor de laboratório de Física, Ciências e Biologia no IDB, saindo daqui para morar em São Paulo. Portanto, passou a infância, adolescência e início da vida adulta frequentando o Dom Barreto. Revivendo as memórias, o urologista destaca as principais lembranças que tem do colégio. Segundo ele, o IDB exerceu um papel muito importante em sua formação intelectual, capacitando-o para competir, de igual para igual, com qualquer pessoa do Brasil e do mundo. Mas o principal foram os conceitos de ética, amizade e humanismo aprendidos nos corredores da escola. “Formamos amigos-irmãos que iremos levar para o resto de nossas vidas. Chega a ser impressionante o fato de que ao reencontrar outro ex-aluno do IDB, mesmo que não tenhamos estudado juntos, surge uma empatia natural, por saber que temos os mesmos conceitos, as mesmas vivências e rapidamente surge um respeito e admiração mútua ao notar que ambos fazemos parte da mesma família Dom Barretana”, acrescenta.

O urologista ainda recorda a presença marcante do saudoso Professor Marcílio Rangel e o descreve de forma detalhada. Cada característica do nosso Presidente de Honra é citada de forma emocionante. “Ele sempre foi um segundo pai para todos e tinha a capacidade de saber o ponto positivo e negativo de cada aluno. Lembranças da sua camisa branca, seu perfume marcante, seu olhar firme por cima dos óculos. Aquela figura paterna distribuindo chocolate a todos os alunos, passeando nos corredores do colégio com as crianças da Casa do Menor penduradas em seus braços e ao seu redor. Um verdadeiro ser humano, um franciscano que viveu para servir, que serviu de inspiração para muitos e criou uma nova forma de educar no Piauí, resultando em toda uma geração de profissionais excepcionais. Para mim foi uma honra e motivo de orgulho passar todos estes anos junto a esta família”.

Trajetória brilhante inclui cirurgias e pesquisas inéditas na área de urologia

Aurus Dourado e Claude Abbou
Aurus Dourado e Claude Abbou

 

Depois do IDB, Aurus iniciou sua carreira fora do Piauí.  De 2007 a 2009, cursou residência de Cirurgia Geral na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; 2009 a 2012, residência de Urologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo e, em 2012, Clinical Fellowship – Urologia Minimamente Invasiva (Cirurgia robótica e laparoscopia) no Hospital Henri Mondor em Paris, com o Professor Claude Abbou, responsável por descrever a primeira cirurgia de próstata por robô no mundo. Quando retornou a Teresina, o urologista foi pioneiro nas primeiras cirurgias por vídeo para tratamento de câncer de bexiga invasivo; nas primeiras linfadenectomias inguinais por vídeo e ainda nas primeiras cirurgias retroperitoneoscópicas para tumor renal e adrenal, com o Dr. Pablo Mattos.

 “Em 2014 fui convidado para ser instrutor no curso internacional de videolaparoscopia organizado pela Universidade de Leipzig – Alemanha, onde participei do treinamento de urologistas de diversas partes da Europa”, ressalta Aurus, que ainda é membro da Sociedade Brasileira de Urologia, da Sociedade Europeia de Urologia e que tem desenvolvido a cirurgia videolaparoscópica, um novo modelo inédito no Brasil e no mundo para programação cirúrgica de tumores renais complexos. De acordo com ele, os tumores renais, a depender do tamanho e da sua localização no rim, obrigam o cirurgião, em alguns casos, a removerem completamente o rim do paciente.

 Desta forma, faz com que o mesmo fique apenas com um rim remanescente. “Estamos desenvolvendo um modelo que transforma a tomografia computadorizada convencional em uma reconstrução renal em realidade virtual que pode, em seguida, ser transformada em um molde em tamanho real por meio de uma impressão tridimensional. Este modelo facilita e muito a programação cirúrgica, fazendo com que o rim, que antes iria ser completamente removido, consiga ter suas estruturas preservadas e se consiga retirar apenas o tumor salvando o mesmo. Este modelo está sendo desenvolvido com outro ex-aluno do IDB e atualmente na USP – Bruno Aragão”, explica.

O objetivo é progredir mais ainda

O urologista em cirurgia minimamente invasiva.
O urologista em cirurgia minimamente invasiva

 

Para o futuro, o nosso antigo aluno pretende continuar desenvolvendo a cirurgia videolaparoscópica em urologia no Piauí, já que “atualmente, nosso estado não deixa a desejar a nenhum serviço de urologia do mundo, realizando todos os procedimentos necessários com qualidade padrão de uma forma minimamente invasiva”, ressalva. Além disso, Aurus Dourado pretende desenvolver, junto à sua equipe, um projeto de reconstrução em realidade virtual, algo que já virou interesse de centros de pesquisa de São Paulo, Alemanha e Estados Unidos. “Estamos firmando as parcerias para aplicar este modelo e disponibilizá-lo a mais pacientes”, conclui.

Paz e Bem!