Dia do Perdão

20150917194930Perdoar não é fácil. Exige nobreza interior, coragem, desprendimento, sinceridade em altíssimo grau. Perdoar necessita de ajuda divina, porque, do lado humano, pesa a memória, insistente e dolorida, que, às vezes, não esquece nunca. Além disso, pode ser também que o ofensor não peça perdão, que não se mostre arrependido, mas até muito satisfeito. Pode ser que ainda repita a mesma ofensa várias vezes. É o risco.

O último gesto de Jesus antes de morrer crucificado foi o perdão. O filho de Deus pediu a remissão dos atos cometidos pelos soldados romanos: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. Na passagem, uma das mais conhecidas e emblemáticas da Bíblia, permanece uma lição para todos que não desfrutam da elevação espiritual do Cristo. Não é fácil deixar de lado a mágoa de alguém que provocou sofrimentos, como o abandono ou a traição. Mas há quem encontre forças para desculpar. E, todos são unânimes, o maior beneficiado é quem concedeu o perdão.

De acordo com Nilson Costa, diácono e um dos professores de religião do IDB, a importância de comemorar o perdão é porque este é necessário para o ser humano. “É a prática do amor e da humildade, onde nos reconhecemos pecadores e onde precisamos também desculpar aos que nos ofenderam. O perdão é importante porque faz bem ao coração, acaba com a angústia, tristeza e nos faz ver o valor que tem o ser humano. Jesus nos falou que devemos perdoar sempre. Não só sete vezes, mas setenta vezes sete, ou seja, sempre. Ele ainda no ordenou orar pelos que nos querem mal. Ação difícil, mas necessária para quem quer seguir suas ordens e se parecer com o próprio Jesus que na dor, na humilhação, e morte, perdoou seus algozes”.

Mas além de dar perdão, muito também se pede e pedir perdão exige nobreza interior, coragem, arrependimento e sinceridade em altíssimo grau. Pedir perdão necessita de ajuda divina, porque, do lado humano, pesa a teimosia, a auto-suficiência, o orgulho, insistente e ferido, que, às vezes, só enxerga a si mesmo, só justifica a si mesmo, só ama a si mesmo. Além disso, pode ser que o ofendido não queira perdoar e que se mostre até bem satisfeito em não reconhecer o arrependido. Pode ser também, que o arrependido fique desanimado de repetir tantas vezes a mesma ofensa e de pedir tantas vezes perdão. Não corremos esse risco com Deus.

O professor  Nilson também comenta que a melhor forma de perdoar e pedir perdão, é colocar é praticar a caridade e humildade, “colocando em prática o mandamento do amor ao próximo e a Deus. Só se perdoa, e só se aprende a pedir perdão, com a prática do amor. Saindo da teoria para a vida”, conclui.

Paz e Bem!