Esquenta Rio 2016. Quatro dias para as Olimpíadas 2016!

Conheça os países que podem conquistar a primeira medalha Olímpica nos Jogos Rio 2016

Atletas de Fiji, Bósnia-Herzegovina, Ruanda e Honduras podem chegar onde nenhum compatriota chegou até hoje: o pódio

Oito países que podem conquistar a primeira medalha Olímpica nos Jogos Rio 2016

Seleção de Fiji é favorita ao ouro no rugby de 7 dos Jogos Rio 2016 (Foto: Getty Images/Lam Yik Fei)

A judoca Majlinda Kelmendi não será apenas a atleta encarregada de conduzir a bandeira do Kosovo na cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016. Ela também pode se tornar a primeira medalhista da história de seu país, que no Brasil estreia no grande evento esportivo. “Sonho com isso há muito tempo”, disse ela à emissoa CNN no ano passado.

A bicampeã mundial, que representou a Albânia em Londres 2012, agora veste as cores do Kosovo, país reconhecido pela Federação Internacional de Judô há quatro anos.

Kelmendi é uma entre vários atletas e equipes com chance de conquistar a primeira medalha Olímpica da história de seus respectivos países.

Fiji

Serão os homens ou as mulheres que terão a honra de conquistar a primeira medalha Olímpica de Fiji? As duas equipes são candidatas ao feito no retorno aos Jogos do rugby, disputado no veloz e divertido formato com sete jogadores. E as mulheres têm boas chances do pioneirismo, já que a final feminina acontece no dia 8 de agosto.

Os homens, bicampeões da Copa do Mundo e atuais vencedores do torneio Rugby Sevens Series, são favoritíssimos ao ouro no masculino, com uma equipe cheia de talento e atletas celebrados como astros do rock no país. A final masculina é no dia 11 de agosto.

Bósnia-Herzegovina

A Bósnia-Herzegovina estreou nos Jogos Barcelona 1992, quando o corredor Abel Turka e a judoca Larisa Ceric tinham apenas dois anos de idade. O país, que antes competia como parte da Iugoslávia, teve seu melhor desempenho em Sydney 2000, quando Nedzad Fazlija foi sexto colocado na prova da carabina de ar 10m, uma das modalidades do tiro esportivo.

Especialista nos 800m rasos, Tuka foi o primeiro atleta de seu país a subir no pódio do Mundial de atletismo, em 2015, quando ficou em terceiro lugar. O estudante de engenharia mecânica de 25 anos festejou bastante o feito histórico: “Esta medalha está escrita na história do meu país para sempre. É meu primeiro Mundial e já conquistei uma medalha”.

Ele vem de vitória na etapa da Liga de Diamante em Eugene, nos EUA, e é o oitavo colocado no ranking dos 800m. Para conquistar a primeira medalha de seu país, Tuka precisa superar a forte concorrência de quatro quenianos que detêm sete dos nove melhores tempos do ano. A final Olímpica acontece no dia 15 de agosto.

A segunda esperança dos bósnios é Larisa Ceric, que compete na categoria até 78kg no judô. Ela foi recentemente nona colocada no Campeonato Europeu e foi eleita a melhor atleta de seu país seis vezes desde 2009. A disputa da medalha será no dia 11 de agosto.

São Cristóvão-Névis

O velocista Kim Collins competirá nos Jogos Olímpicos pela sexta vez, fazendo dele o atleta mais celebrado do país caribenho. Em sua estreia, Atlanta 1996, chegou às quartas de final. Agora, aos 40 anos, ganhou um estádio com seu nome, o antes chamado Silver Jubillee Stadium, e tem ate um dia em sua homenagem no calendário nacional, o 25 de agosto.

Em abril, Collins tornou-se o primeiro velocista acima de 40 anos a romper a barreira dos 10 segundos na prova dos 100m, com 9,93s no Mundial Indoor disputado na Alemanha. “Idade é apenas um número”, disse à época.

Finalista em duas oportunidades nos Jogos Olímpicos, tendo terminado em sétimo em Sydney 2000 e sexto em Atenas 2004, ele aparece entre os atletas de elite da prova no Rio 2016, ao lado de feras como Usain Bolt e Justin Gatlin. Será que é hora de finalmente chegar ao pódio? A resposta sai no dia 14 de agosto.

San Marino

Alessandra Perilli quase chegou ao pódio em Londres 2012, quando terminou em quarto lugar no tiro esportivo e alcançou a melhor posição da história do país em Jogos Olímpicos.

Agora, ela terá a companhia da irmã Arianna no Rio 2016. Para chegar ao pódio, Alessandra precisa encarar a forte concorrência da italiana Jessica Rossi, campeão Olímpica e recordista mundial. A disputa do ouro acontece no dia 7 de agosto.

Ruanda

Com apenas 18 anos, Salome Nyirarukundo é uma atleta promissora, que merece atenção especial no Rio 2016 e nas futuras edições dos Jogos Olímpicos. Ela é recordista mundial dos 5000m sub-20 e dona do melhor tempo de seu país nos 10.000m, prova que ela disputará no Brasil.

Para subir no pódio, Nyirarukundo terá que superar a concorrência da campeão Olímpica Tirunesh Dibaba, uma de nove atletas etíopes donas das dez melhores marcas do ano na prova.

Nyirarukundo segue os passos de outros corredores que chegaram perto de dar ao país africano sua primeira medalha. Mathias Ntawulikura competiu em cinco edições, entre Seul 1988 e Atenas 2004, e foi oitavo colocado em Atlanta 1996 nos 10.000m. Na mesma prova, Robert Kajuga foi 14º em Londres 2012. A prova no Rio 2016 acontece no dia 12 de agosto.

Jordânia

Hussein Iashaish completa 21 anos em 6 de agosto, o primeiro dia de competições do boxe na categoria dos pesados (até 91kg). Medalhista de bronze na seletiva Olímpica da Ásia e da Oceania, na China, foi ainda terceiro colocado no Campeonato Asiático e quinto no Mundial, ambos em 2015.

A Jordânia, que estreou nos Jogos em Moscou 1980, quase chegou ao primeiro ouro em Londres 2012, com Ibrahim Kamal no taekwondo. Quem sabe Iashaish não luta pelo ouro no dia 15 de agosto?

Honduras

A seleção de futebol de Honduras foi segunda colocada na eliminatória Olímpica continental, perdendo para o México na final. Em Londres 2012, o time comandado por Jorge Luis Pinto foi sétimo colocado e só não foi á fase final porque acabou superado no saldo de gols em seu grupo.

 

No Rio 2016, Honduras está num grupo que ainda tem Argélia, Portugal e Argentina e estreia no dia 4 de agosto, no Estádio Olímpico (Engenhão).