Gentileza gera… Amor. Sejamos amor no mundo

( Texto escrito em 23 de outubro de 2015, após a apresentação beneficente do humorista Amauri Jucá.)

 Caetano estava certo: é incrível a força que as coisas têm quando têm que acontecer e como os encontros são incontornáveis. Hoje, após nos encontrarmos, de várias formas, no show do humorista – pai – cidadão do bem, ser humano, Amauri Jucá, realizado pelo Projeto Gentileza do 5° ano do Instituto Dom Barreto, a certeza que fica é: as coisas tinham mesmo que acontecer com toda a força do universo conspirando a favor.

 Quando começamos a idealizar o projeto para trabalhar com os nossos alunos que chegariam ao 5° ano em 2015, ainda sequer possuía um nome, foi consensual entre nós que este projeto deveria ser instrumento para fazê-los pensar no próximo,  praticar o amor e viver experiências que, ao tempo em que lhes aproximariam da realidade, nem sempre bela, iria fazê-los ter esperança em dias melhores e, por que não, ser a esperança de dias melhores?! Eis que chegamos aqui, na culminância daquilo que nem nós tínhamos a dimensão do que seria. Como nossos meninos, sim eles são nossos também,  vestiram-se de gentileza. Como os pais, que muitas vezes só temos a oportunidade de conhecer em momentos difíceis, nas rugas do cotidiano, foram fundamentais neste projeto, com a vontade de deixar um mundo melhor para os seus filhos! Mas, o fundamental aqui foi o amor e o respeito que permearam nossas relações ao longo deste ano. Como não guardar na memória cada disponibilidade em ajudar, cada ideia, cada abraço e cada sorriso de satisfação ao ver que conseguimos alegrar o próximo?! Como não esperar que seja este o caminho que devemos seguir para um mundo mais humano, mais justo e mais bonito?  Hoje nós fomos ponte, como dizia o professor Marcilio.  Nós fomos amor, como alguém que diz “eu me importo com você, pode contar comigo”. Como não esperar que esse seja o sentido da educação? As lições de hoje não cabem nos livros. Hoje a matemática foi  da divisão com o próximo. A geografia foi a do espaço de encontro com o outro, a História foi aquela lição de que só se faz um mundo socialmente mais justo se  começarmos com as pequenas ações, do micro, do quintal de casa. A religião foi a do amor. A ciência do corpo humano que hoje era só coração batendo junto, compassado. Até o português se rendeu e mesmo tendo retirado vários acentos da nossa língua,  hoje ele acentuou todas as palavras que expressam sentimentos bons, todas as sílabas das palavras do bem são tônicas. E o inglês nos ajuda a expressar tudo isso: very good (by Miss Rauqel.)!!!!

 Mas, isso tudo não acabou: que estas experiências sejam cada vez mais frequente nas nossas vidas. Que a gente consiga pensar em nós mesmos sem nos esquecer dos outros. Que sejamos a mudança no mundo. Que sejamos o médico que sabe que atrás de um prontuário existe uma pessoa, suas feridas e suas histórias. Um engenheiro ou arquiteto que construa uma casa sabendo que ali vai morar gente e que vai ter festa e criança correndo pela sala. Que sejamos  professores que saibam que aquele aluno precisa mais do que aprender conceito, ele precisa aprender a ser humano, a pensar em grupo, a interferir na sociedade da qual faz parte.  Que sejamos advogados que queiram o legal mas, principalmente, o justo. Que sejamos jornalistas que saibam que uma história mal contada pode afetar a vida de alguém. Escritores que saibam que atrás do livro tem um leitor emocionado.  Enfim, que sejamos humanos que sabem que dividimos o mundo com outros humanos, que sentem e que se ressentem como nós. Amor é jardim e precisa ser cultivado todos os dias.

  Para concluir,  não nos esqueçamos nunca: que friagem nenhuma seja capaz de apagar nosso calor mais bonito. Que repitamos isso como um mantra,  várias vezes para acontecer. Que quando tudo parecer contrário, sejamos capazes de tirar nossa fantasia mais bonita e nos vestir de gentileza, porque gentileza gera….Amor e de amor o mundo anda precisando. Sejamos o amor no mundo.

 Laura Brandão e equipe do 5º ano IDB.