IDB conquista Medalha de Prata na grande final da 12ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Após um mês  de competição e de desafios, com 69,8 mil inscritos em todo o país e com um total de 17,4 mil equipes, a 12ª Olimpíada Nacional em História do Brasil, Edição 2020, chegou a sua grande final no último domingo, dia 22 de novembro, com a divulgação dos premiados.  Equipes de 12 estados conquistaram medalhas de Ouro, Prata e Bronze. Entre elas, estava a equipe piauiense “Opala”, composta pelos alunos Edson Neto, José Neto e Lívia Fontenele, da 3ª Série do Ensino Médio do Instituto Dom Barreto, que conquistou com louvor a Medalha de Prata na competição.

A competição teve início no dia 6 de setembro e encerrou no dia 30 de outubro. No Piauí foram 376 equipes inscritas. Para a final, foram selecionadas 421 equipes.

Além da Equipe Opala, mais duas outras equipes do IDB participaram da final e conquistaram a Medalha Cristal (Honra ao Mérito). São elas: Equipe “Desconstrutores de uma História Única”,  formada pelos alunos Athos Darcy, Sophia Costa e Yasmine Leal, da 2ª Série do Ensino Médio; e Equipe “Viva Vós”, composta pelas alunas Maria Eduarda Chaves, Victória Soares e Vitória Nascimento, também da 2ª Série do Ensino Médio. As três equipes foram orientadas pela professora de História do IDB, Laura Brandão.

Para a professora Laura Brandão, a ONHB é mais que uma competição, é um projeto que possibilita ler, analisar e compreender a História do Brasil. A professora pontuou que o evento é capaz de mobilizar muitas habilidades nos alunos e alunas, desde o trabalho em grupo, a leitura de documentos, a pesquisa e a escrita até a capacidade de empatizar com outras realidades diferentes das nossas.

Equipe Opala, composta pelos alunos Edson Neto, José Neto e Lívia Fontenele, da 3ª Série do Ensino Médio do Instituto Dom Barreto, que conquistou com louvor a Medalha de Prata na competição. Na imagem com os alunos, a professora orientadora, Laura Brandão.

“Penso que seja capaz de deslocar a nossa percepção para questões necessárias na contemporaneidade. Em época de negacionismos, a ONHB e todo o rigor científico que possui nos fazem concretizar um dos objetivos máximos da ciência histórica: compreender a realidade em que nos inserimos e entender como chegamos a ser o que somos”, afirmou Laura.

O aluno José Neto, integrante da Equipe medalhista Opala,  explicou que os desafios desse ano na olimpíada exigiram do time muita pesquisa e dedicação e, consequentemente, tempo. “Certamente, articular o tempo e conciliá-lo com a rotina da 3ª Série do Ensino Médio foi um grande desafio, mas com esforço e dedicação tudo fluiu muito bem”.  Ao ser questionado sobre como a ONHB auxilia no processo de construção de repertório, inclusive para alunos que, como ele, estão na fase de preparação para o vestibular e Enem, José foi enfático: “O ganho de repertório para o vestibular e para a vida é enorme. Vale dizer que isso não é uma consequência natural da Olimpíada, mas sim da dedicação que tivemos para com ela, o que contribui para a classificação, para a premiação e para todas as atividades de nossas vidas. A importância está, sobretudo, no tempo que dedicamos a essa atividade tão engrandecedora e satisfatória. Não foi fácil, mas não era para ser fácil mesmo!”.  

O aluno completou seu pensamento afirmando que “Independente do ano em que esteja, da matéria que você mais goste, da área que é mais afeito, a Olimpíada Nacional em História do Brasil, assim como todas as outras olimpíadas, é uma atividade extremamente engrandecedora, recomendo para qualquer série e para qualquer estudante!”.

Todo o estudo e todos os dias de pesquisas que antecederam a competição foram extremamente enriquecedores. O dombarretano da Equipe “Desconstrutores de uma História Única”,  Athos Darcy, Medalhista Cristal,  contou como foram os dias de preparação para o evento. “Nossa equipe recebeu o suporte de professoras incríveis, Laura e Louanne Lara, e sem elas nada seria possível, sempre nos ajudando com materiais de pesquisa extra e na elaboração da última tarefa em especial, que foi uma crônica. Fora disso, a nossa preparação foi bem tensa porque envolveu a pesquisa e a análise crítica de documentos. E o que eu aprendi? Como a história é feita, como é a análise crítica da nossa realidade e das nossas heranças, além do trabalho em equipe e um pouco sobre como o historiador trabalha”.

Depoimentos ricos e motivadores. Nossos brilhantes estão de parabéns! Quanta emoção com esta conquista! Parabenizamos também a professora orientadora Laura Brandão e toda a Equipe de professores de História do IDB!

Sobre a ONHB

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é organizada pela UNICAMP e foi reformulada para ser totalmente on-line. O projeto, que ocorreria no primeiro semestre, foi adiado por causa da pandemia e adaptado para uma versão totalmente on-line e mais acessível.

Uma das mudanças realizadas nesta edição foi a criação da “fase zero”, que teve caráter experimental para que os participantes pudessem se adaptar à plataforma e aos novos prazos, além de conhecer o formato da competição. A plataforma da prova também foi adaptada para uma tecnologia que facilita a navegabilidade pelo celular e reduz, ao máximo, o uso de dados. Os participantes também puderam realizar a prova de forma off-line e usar a internet somente para fazer o envio das respostas.

A Olimpíada de História possui seis fases on-line, com duração de uma semana cada. As questões de múltipla escolha e realização de tarefas foram respondidas pelos participantes por meio de debate com os colegas, pesquisa em livros, internet e orientação do professor.