No IDB o Dia Nacional do Livro é um brinda ao hábito da leitura

whatsapp-image-2016-10-28-at-13-47-41Shakespeare, José de Alencar, Agatha Christie, Stephen King, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário Quintana e Assis Brasil representam alguns dos escritores mais conhecidos das literaturas nacional e internacional. No entanto, quase metade da população brasileira desconhece esses autores ou leu uma de suas obras. O índice de leitura, apesar de rápida melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados na quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Segundo a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos três meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos três meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.  Ainda de acordo com a pesquisa, a Bíblia é o livro mais lido, em qualquer nível de escolaridade. O livro religioso aparece em todas as listas: últimos livros lidos, livros mais marcantes. 74% da população não comprou nenhum livro nos últimos três meses. Entre os que compraram livros, em geral, por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book.

Com uma média importante de livros lidos por ano, o IDB comemora o Dia Nacional do Livro com a certeza de estar no caminho certo, embora desafiador. O Instituto Dom Barreto empreende a paixão pelos livros desde as séries iniciais. De acordo com a professora de Literatura do Instituto Dom Barreto, Conceição Neri, os projetos de leitura tem os mais diferentes e importantes objetivos. “No Ensino Fundamental, o incentivo com obras das literaturas brasileira, clássica e internacional são evidenciadas, com o intuito de preparar o aluno para o universo magnífico da leitura. Ao mesmo tempo, essa prática tem o objetivo de trazer uma perspectiva da leitura como uma atividade prazerosa. E não como privação ou obrigação”, ressalta.

A Semana Cultural do IDB, desenvolvida desde o Ensino Fundamental, tem como intuito estimular, nos alunos o prazer pela leitura. “É uma atividade de entretenimento, mas que tende a ser prazerosa. Os alunos não somente encenam, mas internalizam o que estudam. Nossos alunos têm uma interação muito grande com o texto trabalhado e a nossa intenção é justamente deles degustarem e se possível vivenciem a leitura”, afirma a professora.

Além disso, Conceição Neri ressalva que as obras de grandes autores da literatura brasileira, como Carlos Drummond de Andrade, são inseridas aos poucos no Ensino Fundamental. “Eles são trabalhados passo a passo de acordo com a realidade e dentro do planejamento da disciplina Língua Portuguesa, pois temos esse cuidado e critério de vislumbrar as obras que estão sendo trabalhadas nos vestibulares de todo o país”.

Eventos Literários 

A professora lembra que, no início do ano, foi comemorado o Dia Nacional da Poesia (14 de março), onde foram reverenciadas as obras dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana. “Foi feito um projeto de incentivo a leitura, no qual os alunos produziam girassóis, com integração entre Mário Quintana e Vincent Van Gogh, do 8º Ano do Ensino Fundamental. No Nono Ano, eles também produziram atividades, mas vislumbrando a poesia de Carlos Drummond de Andrade, que é o poeta campeão dos vestibulares. Ou seja, já estamos construindo desde o Ensino Fundamental, o que eles precisarão no terceiro ano do Ensino Médio”. Conceição acrescenta que, no Dom Barreto, há um cuidado especial com relação às obras citadas nos vestibulares de todo o país, principalmente da Unicamp e da FUVEST.

“A nossa percepção de educação e leitura é também de tirar o aluno de sala de aula, que ele possa explorar os outros espaços do IDB. “Ler pelo pátio, em lugares não tão silenciosos, por exemplo, é importante para eles. Outro ponto que tem sido observado dentro do Instituto é a presença de canção. A poesia viva trata também da musicalização. O professor e maestro Luciano tem trazido um trabalho belíssimo nesse sentido de vincular a música com a poesia”, mencionou a professora.

Para a aluna do 9º Ano do Ensino Fundamental, turma B, Maria Clara, o Instituto Dom Barreto teve um grande papel de fazê-la despertar para o amor pelos livros. “O IDB incentiva seus alunos a lerem de várias formas: na sala de aula e em vários outros espaços, como, também nas apresentações teatrais na Festa do Livro e na Semanas CulturaL, ou seja, na alma do Instituto Dom Barreto está impregnado a leitura e a arte”, declara a aluna.

Autores brilhantes

A antiga aluna do IDB e estudante de Psicologia, Clarissa Vilar, é uma escritora brilhante. No ano passado, ela lançou o livro “De Outro Olhar do Coração – Crônicas e Poesias”. “De uma ideia tímida nasceu o sonho de escrever o livro. Escrevia nas horas vagas e ia mandando para minhas amigas por e-mail. Elas me diziam para escrever um blog, mas eu achava que dava muito trabalho. Depois de um tempo, comecei a juntar os textos, e vi que dava para fazer o livro. As poesias vieram bem depois, e 2014 foi um ano decisivo, pois foi quando escrevi a maior parte delas. Durante esse tempo, tive o maior apoio da minha família, dos amigos e dos meus revisores, que sempre me incentivavam a escrever mais”, conta a escritora. Clarissa acrescenta que lançará a sua segunda obra em 2017.

A antiga aluna do IDB e estudante de Psicologia, Clarissa Vilar, é uma escritora brilhante. No ano passado, ela lançou o livro “De Outro Olhar do Coração – Crônicas e Poesias”.
A antiga aluna do IDB, Clarissa Vilar, apresentou seu livro aos alunos do Instituto.

Já Carlos Nathan Sousa Soares, escritor, poeta e letrista, que é natural de Teresina, mas atualmente, reside em São Gonçalo do Piauí, tem livros espalhados por 38 bibliotecas em 12 países. Além disso, é membro da Academia de Letras do Médio Parnaíba e vencedor de mais de 20 prêmios literários. O autor de seis livros, o mais novo será lançado em novembro, afirma que a paixão pela leitura foi despertada ainda na infância.

Os primeiros livros de cabaceira foram os de contos, incluindo o livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry. “Os livros possuem uma força intrínseca de seduzir as pessoas e de transformá-las. Os livros despertam o senso crítico dos leitores”, afirma. Apesar de ler desde criança, Nathan confessa que publicou o primeiro livro aos 38 anos de idade. A publicação, feita em 2012, intitulada (O Percurso das Horas) teve grande repercussão perante o público. Em relação aos projetos de leitura implantados no IDB, o escritor declara que a instituição é uma referência nacional. “O IDB tem toda uma estrutura de excelência e um modelo de ensino que deveria ser copiado pelos governos”, finaliza.

Paz e Bem!