Por que ler e escrever é tão importante?

Dia 12 dessa semana comemoramos o Dia Nacional da Leitura. Aproveitamos para entender e conhecer o caminho que faz despertar o gosto pela leitura e escrita. Decifrar, compreender, generalizar, sintetizar ou até mesmo propor hipóteses são funções superiores da mente, usadas durante a leitura. Talvez por isso, pesquisas científicas realizadas nos Estados Unidos – Universidade de Stanford ­– e na França – Unidade de Neuroimagiologia Cognitiva do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm/Comissão de Energia Atômica e de Energias) comprovam que a leitura faz bem ao cérebro.

O Brasil celebra o 12 de outubro como Dia Nacional da Leitura, instituído pela Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, que instituiu, também, a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.

Um jovem, uma criança que lê, amplia seu vocabulário, seu conhecimento, sua redação e escrita. O conhecimento abre janelas para um mundo desconhecido, que é ampliado a partir da boa leitura.

Acompanhamos os bastidores de uma reportagem no IDB, da jornalista Neyara Pinheiro para a TV Globo. Durante a gravação aproveitamos para conversar com Nayrla Crispiniano, professora do Fundamental Menor do IDB e especialista em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa. A profa reforça que “ler é o começo de tudo, a criança fica encantada com as descobertas e se for estimulada a ler e a escrever será, sem dúvida, não só um aluno melhor, como um ser humano com melhores percepções, porque a leitura amplia nosso universo em todos as idades e quanto mais cedo isso é valorizado, melhor”. Na aula da profa Nayrla, o pequeno Miguel, de 7 anos, entrevistado pela TV,  falou sobre como produzir um texto: “a melhor forma de aprender é ter um texto modelo, identificar os conflitos, resolvê-los e partir para a conclusão do novo texto com suas impressões”. Nosso brilhante Miguel prefere os cálculos de Matemática, ele quer ser engenheiro, mas disse que “saber ler e escrever é fundamental em qualquer aula”.

Na verdade, o contato com a leitura e a produção de texto faz parte do projeto pedagógico do IDB desde a Educação Infantil. Visitamos uma sala de aula do Infantil 2 e acompanhamos uma aula de literatura. A Coordenadora da Educação Infantil, profa Bernadete Rangel, nos disse que “a educação passa pelo universo da leitura e literatura, sem essa ferramenta é impossível avançar. Não só o hábito da leitura, mas a construção de um senso crítico, do cidadão, tudo começa na infância”.

O Instituto Dom Barreto foi classificado em Segundo Lugar no Brasil na Prova de Redação do Enem 2015 e o trabalho de base, que mencionamos, é parte importante dessa conquista.  Durante o resultado do Enem 2015, o professor Digenário Pessoa , de redação, e a professora Teresinha Ferreira, Coordenadora de Português do IDB, conversaram com jornalistas de veículos locais e nacionais diferentes e foram enfáticos sobre como o aluno do IDB chega ao Ensino Médio com repertório pronto. “Isso, aliado ao atendimento personalizado, à qualidade do laboratório de redação (que fez 30 anos em 2016) e ao caderno de temas, assim como as palestras com especialistas, faz total diferença. A qualidade do aluno, facilita nosso trabalho”, revela o prof Digenário.

A taxa de permanência acima de 80% do IDB também deu à escola a classificação de segundo lugar nacional no Enem 2015 nessa categoria. “Nosso aluno começa aqui pequeno, ainda criança, e a maioria sai direto para faculdade, somos felizes pela oportunidade de fazer parte dessa etapa tão importante que é a vida escolar deles, é uma grande responsabilidade também.”, disse a professora Stela Rangel, diretora da escola.

Cérebro – Continuamos nossa matéria pesquisando sobre esse casamento do cérebro com a leitura e descobrimos, no site do MEC, um conteúdo valioso sobre o tema. De acordo com a professora e escritora Lucília do Carmo Garcez, doutora em Linguística Aplicada, a leitura é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. “É como se fosse uma expansão do cérebro”, diz. Ela faz uma comparação com o aprendizado audiovisual, no qual a pessoa age de forma mais passiva. “Na leitura, é preciso ativar diversas camadas de reflexão para compreender.”

Escritora de livros infantis há mais de 20 anos, Lucília destaca a necessidade de uma alfabetização sólida para transformar uma pessoa em leitor. “É importante assegurar que as pessoas tenham uma alfabetização bem consolidada e, depois disso, é preciso que a sociedade valorize a leitura”, afirma.

Além do acesso aos livros, a escritora salienta a importância de as escolas contarem com bibliotecas e de as crianças frequentarem esses espaços. Outras atividades, como feiras de livros e debates com escritores, são citadas. “É preciso que as crianças vejam os leitores lendo e que sejam motivadas a procurar leituras com respostas às indagações interiores que elas têm”, destaca.

Sempre envolvida com o estímulo à leitura, Lucília também visita escolas e conversa com as crianças sobre os mais diversos temas, dentre eles, as temáticas de seus livros. Dentre suas últimas publicações está Tonho e os Dragões, sobre um menino com leucemia. A obra foi escrita para o Hospital da Criança. Outro livro recente é Palavras Mágicas, sobre uma criança que sonha estar em um tapete mágico. Ela desce em um parque de diversões sem bilheteria. Tudo é feito por meio de palavras e boas maneiras, como por gentileza, por favor, com licença, eu gostaria e muito obrigado. A escritora faz parte do grupo Casa de Autores.

Fábulas – Com a mesma vontade, a professora Heucionéia Rocha Bassetto desenvolve projetos na Escola Estadual José dos Santos, da rede de ensino do município paulista de Jales. No ano passado, um dos projetos, Na Trilha das Autorias Misteriosas, foi selecionado entre os ganhadores do Prêmio Professores do Brasil. Este ano, o projeto Fábulas promove leitura, escrita e revisão textual.

O resultado da iniciativa foi uma coletânea de fábulas, feita pelos alunos do quarto ano do ensino fundamental e entregue para a sala de leitura para fazer parte do acervo da escola. “Para o aluno escrever um texto de qualidade ele precisa saber o porquê de escrever esse texto. Quem vai ler o texto? Onde ele vai circular? Qual gênero e qual vai ser a estrutura desse texto? Tudo isso foi trabalhado”, garante a professora.

“Esse projeto tem um propósito didático, porque neles os alunos se sentem parte do processo e do trabalho, se sentem responsáveis pelo que estão fazendo”, acrescenta Heucionéia, ao afirmar que com metas as crianças se envolvem com mais entusiasmo nos projetos.
“Dá gosto de fazer a leitura dos textos produzidos por eles. Trabalham com descrições de cenário, de personagem, marcadores temporais e até técnicas discursivas para evitar a repetição de elementos de ligação”, completa Heucineia Rocha Bassetto, ao comentar a qualidade dos textos produzidos pelos futuros escritores.

Nossa conclusão é que, o Dia Nacional da Leitura deve ser uma prática diária. Somos gratos a professores que valorizam o ensino e o gosto pela leitura em todas as disciplinas e às famílias que são exemplo para os filhos, netos e sobrinhos quando adotam o hábito de ler.

Por mais livros e mais leitores.

Paz e Bem!