Respeito e empatia com a dificuldade do próximo

b0120878-4ab8-4c5a-bbc6-6aaec8ecdfe2Um dos valores mais importantes que o ser humano tem é o respeito. Atualmente, vivenciamos poucos elementos de conexões nas relações e, como consequência, nos deparamos com situações de intolerância e insensibilidade. A “Campanha IDB de Acessibilidade. Paz e Bem no Trânsito” aposta numa ampla frente de informação e sensibilização sobre o respeito à acessibilidade, buscando despertar na comunidade a capacidade de reconhecer a importância do outro, aprendendo a respeitar as diferenças, consciente de que tudo o que fazemos tem uma consequência, para o bem ou para o mal.

A “paradinha” rápida e irregular de um motorista em vaga exclusiva para pessoas com deficiência ou idosos é recorrente, e mesmo que todos saibam que é proibido estacionar nestas vagas ainda continuam fazendo. Isso tem se tornado cada vez mais frequente, mesmo sendo uma grande falta de respeito com aqueles para quem as vagas são realmente destinadas. Isso é a indiferença que paira diariamente o nosso meio.

Por que existe, hoje, uma dificuldade em respeitar o próximo?

Essa pergunta é necessária. Por que existe, hoje, uma dificuldade em respeitar o próximo? Por que as pessoas ocupam vagas, lugares de que realmente necessita? Existe explicação para tanto desrespeito? O professor da Universidade Federal do Piauí, UFPI, Doutor em Psicologia Ambiental, Denis Barros de Carvalho, comentou esse comportamento.  “Hoje, há uma profunda crise de civilidade. Por civilidade entendo o conjunto de habilidades e saberes necessários para que se possa viver o bem comum na cidade. Em parte, isso resulta da imposição de uma ideologia que se espraiou acentuadamente na sociedade atual: o individualismo. Outra razão é a crise de governança do espaço público que se tornou crônica nas cidades modernas e as urbes brasileiras são exemplos que confirmam essa situação”.

O professor Denis acrescentou ainda que a “(i)mobilidade” urbana é um sintoma que assinala a presença dessa síndrome da falta de gestão do espaço público e do individualismo beligerante que se multiplica nas mentes e nos corações dos homens, das mulheres e até mesmo  das crianças. “É preciso reconstruir os vínculos sociais mediante a construção do sentimento do espaço público como espaço comum”, afirmou.

Como sair da crise de falta de vínculos sociais e afetivos?

Como poderemos superar essa imobilidade urbana e o individualismo? O professor pontua sugestões para esses problemas:

1)      Educar as crianças: Nossos infantes precisam ser mobilizados para se portarem como guardiões do respeito às normas de boa convivência. Trânsito é um tópico transversal que pode (e deve!) ser discutido em todas as disciplinas do currículo escolar;

2)      Promover o transporte colaborativo: Incentivar que os pais possam conhecer as famílias de alunos da escola que moram perto e criar estratégias de rodízios espontâneos mediante o compartilhamento dos veículos individuais para o transporte compartilhado, a carona amiga;

3)      Promover o transporte público: O transporte público é a única resposta sustentável para a crise da mobilidade urbana. É necessário que nossa cidade tenha um melhor sistema de ônibus e a prática do táxi lotação, que certamente poderá melhorar a qualidade dos nossos modais de deslocamento;

4)      Envolver os alunos na busca de soluções do problema: Com a ajuda dos professores, e como atividade avaliativa integrada, é possível envolver os alunos na proposição de soluções para o problema da mobilidade e da beligerância no trânsito.

Respeito gera respeito

Respeito é o valor que nos move a tratar o outro com atenção, consideração e importância. Respeito gera respeito. Portanto, quando agimos dessa forma levamos o outro a fazer o mesmo e é assim que construímos o respeito mútuo. Respeito é fundamental em todas as nossas relações e em todos os momentos.

Quando falamos de trânsito, falamos de vidas. Seja responsável, faça a sua parte! No trânsito não estamos sozinhos e as leis não foram feitas apenas para os outros, mas, sim, para todos. O respeito promove a segurança e tranquilidade de toda sociedade.

Paz e Bem!